16/09/20

ESTUDOS DE CHOPIN

por Alunos da EMESP

Teatro SESI/AML - Londrina - 19:30 h

PIANO EM FOCO  tem firmado grandes parcerias ao longo de sua existencia. Uma delas é com a divisão de piano da EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo- Tom Jobim).

Já tivemos a alegria de receber em nossos palcos, pianistas fruto dessa serissima instituição, como Ingrid Uemura, Emily Alberto e Júlio Paravella.

A Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim proporciona tanto a formação de crianças e jovens nas áreas da música erudita e popular, quanto o aperfeiçoamento de músicos que já completaram sua formação e que desejam aprofundar e ampliar ainda mais seus conhecimentos. São 1.300 alunos que têm à sua disposição cerca de 90 habilitações e cursos diferentes.

Referência no ensino de música brasileira, a EMESP Tom Jobim reúne em seu corpo docente profissionais com reconhecimento internacional. Com um projeto artístico-pedagógico, que visa uma formação rica e abrangente, os cursos oferecidos pela escola proporcionam aos alunos e alunas conhecimento, vivência e compreensão musical, abarcando toda a história da música ocidental, desde a música antiga à contemporânea, do popular ao erudito.

Diversas parcerias internacionais promovem intercâmbios de alunos, professores e ideias dentro da escola, proporcionando um ambiente fértil em interações pedagógicas, artísticas e profissionais. A ponte entre o aprendizado e a profissionalização está nos grupos artísticos, que reúnem os alunos em projetos de alta intensidade artística e pedagógica, que não apenas os prepara para a vida profissional, mas já proporciona, por si só, grandes experiências e conquistas como músicos e cidadãos.

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programa

Os estudos de Chopin são o fundamento de um novo sistema técnico de tocar piano, dado como revolucionário na primeira vez em que foi apresentado, sendo algumas das peças as mais desafiadoras e evocativas de todo o repertório de concerto para o instrumento. Por causa disso, a música permanece popular e executada tanto em palcos de concerto como privados. Alguns destes estudos são tão populares que receberam apelidos; o mais popular é, sem dúvida, o Estudo Revolucionário (Op. 10, nº. 12). Embora não tenham sido dados apelidos à criação original de Chopin, estes criam um pretexto interessante e encorajam a imaginação a produzir obras épicas inspiradas por tais estudos.

Todos os 27 estudos foram publicados enquanto Chopin vivia. A Opus 10, o primeiro conjunto de 12 peças, foi composta entre 1829 e 1832, e publicada em 1833, na FrançaAlemanha e Inglaterra. Os 12 estudos da Opus 25 foram compostos em vários momentos entre 1832 e 1836, e publicados nos mesmos países em 1837. As três peças finais, parte de um compêndio chamado "Méthode des méthodes de piano" (Método dos métodos de piano) e compiladas por Moscheles e Fétis, foram compostas em 1839, sem um número Opus atribuído. Apareceram na Alemanha e França em novembro de 1840, e na Inglaterra em janeiro de 1841. Entre as cópias das edições originais dos estudos, geralmente há vários manuscritos de um dado estudo escritos pelo próprio Chopin, e cópias adicionais feitas por seu amigo íntimo, Jules Fontana, juntas a edições de Carl Mikuli, aluno de Chopin.

Os primeiros estudos da Opus 10 a serem compostos foram escritos ainda quando Chopin era adolescente. Classificam-se, ao lado das obras de Mendelssohn, como raros exemplos de composições extremamente juvenis que são consideradas inovadoras e dignas de inclusão em um cânon padrão. Os estudos de Chopin elevaram a forma musical de exercícios puramente utilitários a grandes obras-primas artísticas.Num concerto no qual Chopin executou sua Opus 25, Robert Schumann disse "À la Chopin".

Impacto

Embora conjuntos de exercícios para piano tenham sido comuns do final do século XVIII (Muzio Clementi. J. B. Cramer, Ignaz Moscheles, e Carl Czerny foram os mais significativos), os de Chopin não só apresentaram um grupo de desafios técnicos totalmente novos, mas foram os primeiros a se tornar parte regular de um repertório de concerto. Seus estudos combinam substância musical e desafio técnico para sintetizar uma forma artística completa: tidos como de alta importância, são considerados produto da maestria na combinação dos dois elementos. Seus efeitos nos contemporâneos como Franz Liszt são notáveis, baseados na revisão que Liszt fez de seus próprios estudos de concerto após conhecer Chopin. O musicologista polonês contemporâneo Tadeusz A. Zielinski escreveu, sobre a Opus 10, que "(os estudos)não só se tornaram uma demonstração ordenada de um novo estilo para piano e as formulas peculiares deles, como também um enobrecimento artístico de seu estílo."

Da mesma forma, os estudos de Chopin não se ausentam como influência na música moderna; muitos se apresentam na música popular, filmes, e shows televisivos.